E eu não consigo parar. Você não sabe me deter. E eu não consigo parar.

"mlle verlaine
me ama infinito
como amam as crianças
mas não me quer ver
nem pintado
de Londres em 1872"
( Bruna Beber, "Saison En Enfer" )
È arrivata La Beber ! A que se assina B.B. no frontispício deste laminoso "A Fila Sem Fim Dos Demônios Descontentes". Umas Sganzerlescas brilhantes pro povo se esbaldar, marginais até o último fio de erudição. Atentem, "a novíssima literatura" está viva, razoavelmente bem e morando no Rio de Janeiro.
posted by Ismar Tirelli Neto, 2:21 PM
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Vulgo: Envelhecer ( Parte I )
I.
Tempo é burla. Mas de tão magistralmente arquitetada, nem cabe suspeitar.
II.
Como defrontar-se o Céu e ladrar, mão em pala: fraude ! Nem um desaba, nem outro estaca. De tão requintadamente urdidos, nem cabe apontar.
III.
Como dar conta dessa sensorragia ? Ora o céu ruindo, ora o tempo parado, ora o sangue às tontas procurando figurar linguagem. Fraqueza imperdoável, sentir em metáforas. Mas de tão rançosamente entranhadas, nem cabe lamentar.
IV.
Comovido que ando, inda não sei ao certo por quê. Faço-me à vida por cima do muro, nem lá, nem cá, nem nunca. Nem cabe coisa alguma, que dirá questionar.
V.
Tempo é borra. O que se sedimentou nessas panturrilhas tortas de homem nada Vitruviano.
posted by Ismar Tirelli Neto, 2:28 PM
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